O dia oito de março foi marcado por merecidas evocações, mensagens e eventos que, merecida e apropriadamente, lembraram o Dia Internacional da Mulher. Nada mais justo e até necessário numa época em que, estarrecidos, assistimos uma escalada no feminicídio e nas diferentes modalidades de violência contra a mulher. Outro tema importante ligado ao oito de março, no entanto, passou ao largo, praticamente esquecido. Refiro-me aos 10 anos da edição do Marco Legal da Primeira Infância – Lei nº 13.257. Ela assenta as diretrizes fundamentais destinadas a garantir o desenvolvimento integral das crianças brasileiras de zero a seis anos. São direitos historicamente postergados no País, acumulando um passivo muito grande em termos de políticas públicas que deveriam garantir-lhes acesso prioritário a serviços essenciais como saúde e educação, por exemplo. Vergonhosamente ainda temos altos índices de mortalidade infantil causados por diarreia, associada à falta de água potável.