Concebida no fim dos anos 1980, durante a gestão do prefeito Nion Albernaz, como solução moderna de mobilidade para Goiânia, a Marginal Botafogo foi projetada para funcionar como via expressa e desafogar o trânsito dos bairros da capital, que então tinha cerca de 900 mil habitantes. Mais de 30 anos depois, a cidade praticamente dobrou de tamanho, ultrapassando 1,49 milhão de habitantes, e a infraestrutura não acompanhou essa transformação. Ao longo dos anos, o entorno da Marginal Botafogo recebeu inúmeros prédios, comércios, residências e pistas asfaltadas, reduzindo a permeabilidade do solo. Sem áreas de infiltração, o córrego transborda sempre que ocorrem chuvas intensas e se transforma em um corredor de água. Resultado: interdições de pistas, prejuízos aos motoristas e risco iminente para residências e comércios às margens do córrego. Basta ver o impacto das interdições recentes, que trouxeram transtornos a quem trafegava na via.