Imagine confiar sua saúde a uma máquina que não conhece sua história médica, não percebe as nuances do seu corpo e tampouco pergunta sobre suas metas ou limitações. O avanço da inteligência artificial tem nos encantado com promessas de eficiência, rapidez e precisão. No entanto, quando se trata de algo tão essencial quanto o bem-estar físico e emocional, é preciso frear o entusiasmo e lembrar que o ser humano não cabe em um algoritmo. Um estudo publicado na revista JMIR Medical Education acendeu um sinal de alerta. A pesquisa avaliou recomendações de exercícios fornecidas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, e revelou que muitas das orientações destoam das diretrizes reconhecidas por profissionais da saúde. A constatação se estende à alimentação. Orientações nutricionais incorretas podem parecer inofensivas à primeira vista, mas podem causar deficiências, agravar doenças crônicas e comprometer a qualidade de vida.