A saúde suplementar no Brasil constitui um sistema complexo e heterogêneo, composto por quatro grandes modalidades operacionais: medicina de grupo, seguradoras especializadas, cooperativas médicas (como o sistema Unimed) e autogestões corporativas. Esse setor atende cerca de 50 milhões de beneficiários e é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que estabelece normas assistenciais, econômicas e de solvência. Entre os maiores grupos do país, destacam-se: Hapvida/Notredame Intermédica (15,7 milhões de beneficiários), SulAmérica (7 milhões), Amil (6 milhões) e Bradesco Saúde (4,2 milhões). O sistema Unimed, considerado em conjunto, ultrapassa 20 milhões de usuários. Financeiramente, o setor enfrentou forte deterioração entre 2022 e 2024, com elevação expressiva da sinistralidade (relação entre despesas assistenciais e receitas), que em muitos casos superou 85%.