As eleições de 4 de outubro no Brasil renovarão 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa. Em Goiás, duas vagas estarão em disputa. O Senado pode ajudar ou dificultar o Executivo e o Judiciário. Não deve ser uma aposentadoria de luxo para ricos, mas um espaço com cheiro de povo, comprometido com a soberania nacional, o desenvolvimento com inclusão social, a democracia e os direitos. Minha candidatura é continuidade de uma história política iniciada na luta contra a ditadura civil-militar, que durou 21 anos, de 1964 a 1985. Ainda secundarista, morei em São Paulo, no sertão da Bahia, no Acre, na Floresta Amazônica e em Goiás. Para escapar da repressão, casei-me três vezes com o mesmo marido, Euler Ivo, usando nomes diferentes. Com Euler, fundamos os movimentos Contra a Carestia e de Luta pela Casa Própria, o barulhento MLCP. Conquistamos moradias em Goiânia e no interior. Com essa base, fui eleita por cinco mandatos de deputada. Ajudamos a retirar mais de 40 mil famílias do aluguel, além de garantir reformas, construções e escrituras.