Há um vazio que hoje faz parte da paisagem de Goiânia. Onde antes o ronco dos motores anunciava grandes competições, resta o silêncio de um autódromo fechado. À primeira vista, pode parecer apenas a interrupção de um calendário esportivo. Na prática, porém, esse cenário representa perdas econômicas, sociais e esportivas que afetam todo o Estado. Como presidente da Federação Goiana de Automobilismo, acompanho de perto os impactos dessa paralisação. Em 2025, o Autódromo Internacional Ayrton Senna foi fechado para obras com a expectativa de que, em 2026, voltasse a receber as principais categorias nacionais. A expectativa, infelizmente, não se confirmou. A necessidade de substituir novamente o asfalto adiou, mais uma vez, a retomada das atividades. A Federação Goiana de Automobilismo sempre defendeu que qualquer intervenção priorize a qualidade e a segurança da pista. O que preocupa é a sucessão de adiamentos e a ausência de um cronograma definitivo que permita planejar o retorno das competições.