Quase 300 lojas fechadas, milhares de demissões e um pedido de recuperação judicial. O recente colapso das Casas Bahia coloca novamente no centro do debate entre o empresariado uma questão que vai muito além do varejo, a importância de olhar para os sinais que costumam aparecer nos demonstrativos financeiros muito antes de uma grande crise. Afinal, para quem está de fora, grandes crises parecem acontecer de repente, mas acompanhando os números de perto, quase nunca é assim. Bem antes de uma empresa chegar ao ponto de precisar fechar unidades, reduzir operações ou buscar proteção judicial, é possível perceber as margens caindo, despesas crescendo em ritmo maior que a receita, endividamento ou despesas financeiras consumindo uma parcela cada vez maior do resultado e, principalmente, o caixa começando a dar sinais de que a operação já não consegue sustentar o próprio crescimento.