A madrugada de 3 de janeiro de 2026 ficará marcada pela violação da soberania de uma nação. O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro exigem repúdio veemente, independentemente de qualquer posição ideológica. Não se trata de defender a ditadura de Maduro – para quem a democracia e o direito de votar livremente são valores inegociáveis, nenhuma ditadura merece apoio. Trata-se de defender um princípio fundamental: a soberania dos povos para resolverem suas próprias crises, consagrada no direito internacional. As justificativas apresentadas por Donald Trump não resistem a uma análise crítica. A primeira, de que a ação visa combater uma ditadura, soa hipócrita. Se o critério fosse a ausência de democracia, por que os Estados Unidos não invadem China, Rússia, Arábia Saudita, Irã, Turquia, Egito ou Vietnã?