As profundas transformações na educação ao longo das últimas décadas tornaram a profissão de ensinar cada vez mais desafiadora. Os impactos não se restringiram apenas à relação de aprendizagem com os estudantes em sala de aula, mas também alcançaram a relação do professor e do funcionário ou profissional administrativo consigo mesmos diante das novas exigências sociais, levando a um alerta sobre a saúde mental no ambiente de trabalho da categoria. Apesar da falta de informações atualizadas da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), dados de 2023 apontam que foram 2.963 pedidos de afastamento concedidos por questões ligadas a transtornos mentais e comportamentais, e 1.405 servidores afastados. O número, até então, foi o maior já registrado no estado desde 2015. Há anos faço denúncias cotidianas sobre os abusos e absurdos enfrentados pelos trabalhadores da educação dentro das escolas. A profissão exige não apenas habilidades cognitivas, mas também um equilíbrio emocional significativo para lidar com os impactos de suas ações na vida de alunos, pais e comunidades.