A testosterona é um dos temas que permanecem em evidência tanto no meio científico quanto no debate público. Nos últimos anos, porém, essa discussão passou a exigir menos entusiasmo e mais equilíbrio. Durante um período, a chamada onda do “low T” transformou a reposição hormonal em um símbolo de juventude e desempenho, muitas vezes extrapolando os limites das indicações clínicas. Como consequência, surgiu um movimento de cautela, marcado por alertas sobre possíveis riscos cardiovasculares e pela preocupação com a prescrição indiscriminada. Agora, novas evidências reacendem uma discussão importante: a terapia com testosterona deve ser oferecida a um grupo maior de homens? A proposta do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos para revisar as informações de bula representa um avanço relevante, mas não deve ser interpretada como uma autorização para banalizar um tratamento que exige avaliação médica criteriosa.