O Brasil vive uma crise silenciosa, mas de grande impacto: a inadimplência e o endividamento das famílias alcançam patamares históricos. No final de 2025, o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, da Serasa, registrou em dezembro o maior número de inadimplentes de toda a série histórica: 81,2 milhões de pessoas – um recorde que expõe fragilidades estruturais da relação com o dinheiro, o crédito e o consumo. Nesse contexto, insistir em soluções pontuais ou emergenciais é insuficiente. É preciso olhar para a raiz do problema, que passa, inevitavelmente, pela responsabilidade das instituições financeiras na educação para o tema. Mais do que ensinar a “fazer contas”, trata-se de formar cidadãos capazes de compreender o funcionamento da economia, avaliar riscos, planejar o futuro e tomar decisões conscientes. Nesse sentido, a inserção estruturada da educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresenta-se como uma urgência educacional contemporânea.