No começo da noite da última segunda-feira, encontrei-me com Bruna Barros, ilustradora da coluna. Fazia tempo que queria conhecer seu apartamento, numa esquina da rua Helvétia entre a avenida São João e praça Princesa Isabel. Cruzei na portaria com um anão que, disse ela, é campeão de pingue-pongue. Seu pai veio de Timóteo, no interior de Minas Gerais, para ajudá-la na reforma. A aporrinhação durou meses, mas o apartamento está um brinco. Tem um terracinho, estúdio, plantas e pássaros que ela desenhou nas paredes. Cobicei uma onça artesanal da Ilha do Ferro. Fiquei meio surpresa com o convite do Mario para jantar. Apesar de nos falarmos toda semana, havia mais de um ano que não nos víamos. Como a mensagem chegou justamente no meio de uma crise existencial, de cara sentenciei: vixe, tá me chamando para dizer que não gosta mais dos meus desenhos. C’est la vie…