Quando uma cirurgia acontece em um hospital, um transplante é realizado ou uma vida é salva após um acidente, poucas pessoas se perguntam o que tornou aquele atendimento possível. Em muitos casos, a resposta começa com algo simples e indispensável: o sangue. O sangue tem uma característica que o diferencia de praticamente todos os demais insumos da saúde: ele não pode ser fabricado. Não existe tecnologia capaz de substituir integralmente aquilo que só pode ser obtido por meio da doação voluntária. Por isso, assegurar sua disponibilidade é uma responsabilidade compartilhada entre a solidariedade dos cidadãos e a capacidade do poder público de organizar serviços eficientes e seguros. Quando um paciente chega a um centro cirúrgico, inicia um tratamento oncológico ou aguarda um transplante, dificilmente pensa em toda a cadeia necessária para que aquele cuidado aconteça. No entanto, por trás de muitos procedimentos existe um sistema que precisa funcionar de forma permanente, integrada e preparada para responder às demandas da população.