Grande parte da população brasileira vive hoje em cidades. Em 1960, a taxa de urbanização do país era de 45,52%, e, uma década depois, esse índice subiu para 56,8%. Atualmente, segundo o IBGE, a urbanização no Brasil é de aproximadamente 85%. Esse adensamento exige que os gestores públicos e as incorporadoras pensem em cidades adaptadas às pessoas, e não apenas a veículos, ruas e viadutos. Infelizmente, o modelo de cidade que estamos consolidando em Goiânia vai na direção contrária. Hoje, temos muito mais espaços públicos dedicados aos carros do que aos pedestres. Diariamente, surgem grandes edifícios, totalmente murados, de uso único, que negam o contato com a rua. São pequenas ilhas, sem qualquer grau de interação com seu entorno, de onde brotam carros e não moradores. Estamos favorecendo o isolamento de pessoas em áreas densamente povoadas. Criando vazios urbanos onde deveria haver convivência.