Ao colecionar troféus do Centrão, o presidente Lula ganha palanques e tempo de TV na eleição, aumenta as chances de converter o fim da escala 6x1 em votos e já constrói base no Congresso e governabilidade, em caso de vitória. Não custa lembrar que foi assim que mensalão, petrolão e os escândalos de Lula 1 e 2 começaram. Hoje favorito, mas com margem mínima, Lula jogou a rede para Ciro Nogueira, ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, da Câmara. Certamente não pelo Brasil, ideologia, direitos, igualdade social, PIB, ajuste fiscal e ataques de Donald Trump... Os ajustes regionais pesam, como para Nogueira e Motta, que são do Nordeste, bolsão petista do País, mas isso é só parte da história. A partir daí, voltamos a mensalão, petrolão e à defunta Lava Jato, que começaram quando Lula se jogou nos braços de adversários pragmáticos, para compensar a fragilidade do PT e da esquerda no Congresso. Isso tem custo, e alto.