No dia 2 de abril, celebrou-se o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU. No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas vivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ainda enfrentam desinformação, preconceito e exclusão. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento. O termo “espectro” é fundamental: há pessoas não verbais e outras com fala fluente; há quem tenha hipersensibilidade a estímulos e quem busque mais intensidade. Cada indivíduo é único, com necessidades e potencialidades próprias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 100 crianças no mundo está no espectro. Em alguns países, como os Estados Unidos, essa proporção já chega a 1 para 36, o que demonstra não apenas maior incidência, mas, principalmente, maior capacidade de diagnóstico. No Brasil, ainda faltam dados oficiais amplos e atualizados, o que dificulta o planejamento de políticas públicas eficazes.