Chuvas torrenciais Muito se tem falado das inundações em Goiânia associadas às chuvas torrenciais, como a de 8 de abril, em que foram registrados quase 100 mm em poucas horas. Inicialmente deve-se considerar que tais eventos pluviométricos não necessariamente estão associados às mudanças climáticas, já que existem registros similares ao longo das últimas décadas. Poucos tomaram conhecimento e até mesmo o Poder Municipal deixou de levar em consideração a Carta de Risco de Goiânia, concluída e divulgada em 2001 (IBGE/UFG) e “atualizada” como Carta de Aptidões Ambientais em 2018 (ITCO), que, diga-se de passagem, deixou de mencionar a primeira. Na primeira, grande parte do Goiânia 2 encontra-se em extenso terraço fluvial (antiga planície de inundação) que, por apresentar baixa diferença de nível em relação aos cursos d´água, torna-se suscetível a inundações: o lençol freático superficial favorece a saturação imediata do solo. Essa é a razão pela qual a área foi mapeada como de risco potencial à ocupação do solo e deveria ser preservada.