Feminicídio Esperei o tempo passar um pouco mais para ver e constatar que o desfecho do caso do assassinato da soldado Gisele, da Polícia Militar do estado de São Paulo, seria como todos nós já imaginávamos: proteção à patente, já que esse caso, não é o primeiro, e não será o último. O tenente-coronel Geraldo Leite, esposo da soldado Gisele, acusado do feminicídio, teve muitos privilégios, desde o início do caso. Banho na cena do crime, apoio de desembargador amigo, tapinha nas costas na chegada ao presídio militar e o governador Tarcísio de Freitas em silêncio por mais de um mês. Como se não bastasse, o assassino terá aposentadoria integral, em um curtíssimo espaço de tempo. A pensão pra filha de Gisele só saiu após pressão de jornalistas. Eu não entendo essa postura, de ser solidário ao criminoso, e a vítima ser esquecida. Mas eles logo logo estarão aí pedindo seu voto.