Câmara e Alego Venho, por meio desta, manifestar minha perplexidade — compartilhada por grande parte da população goiana — diante da postura de completo desdém com que o Legislativo Municipal de Goiânia e sua contraparte estadual, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), vêm tratando a coisa pública. É lamentável constatar que tanto a Câmara Municipal quanto a Alego, por meio de seus presidentes e respectivas mesas diretoras, agem como se os orçamentos bilionários sob sua guarda fossem patrimônio particular. Recursos públicos — frutos do trabalho árduo do povo goiano — são manipulados em silêncio, sem transparência, como se bastasse a própria vontade de seus gestores para justificar qualquer despesa, privilégio ou manobra. A imprensa, os órgãos de controle e a opinião pública são ignorados com arrogância institucionalizada. Questionamentos não são respondidos. Dados não são divulgados. Projetos que favorecem interesses internos passam a toque de caixa, enquanto os que poderiam beneficiar a coletividade são empurrados com a barriga ou engavetados. A democracia se enfraquece quando seus representantes se acham donos do poder, e não seus servidores. Goiânia e Goiás merecem mais. Merecem respeito, seriedade e prestação de contas. O silêncio das autoridades é barulhento demais para ser ignorado. E é dever de todo cidadão atento — e de veículos de imprensa como este — continuar cobrando luz, responsabilidade e decência.