Corte de árvoresÉ chocante a retirada abrupta de qualquer árvore, em qualquer lugar. Mas no centro de uma metrópole, e ainda com prévia aplicação de veneno para que esta morra, é bem pior. Isso ultrapassa o limite da sanidade. Em Goiânia, árvore após árvore são arrancadas sob pretextos não muito claros. Embora repetidos mecanicamente: “estavam em final de ciclo; estavam doentes; já tinha autorização da Amma; da Secult; das construtoras…ops! Mas é só pegar o fio da meada e puxar um pouquinho para constatar-se que não existia autorização; não tem processo administrativo; não tem absolutamente nada. E quem pediu, não pediu mais; não solicitou; não autorizou...nada. Alguém quis derrubar, vai lá e derruba. Curiosamente as árvores do entorno da Praça Cívica (14 árvores no total) foram arrancadas após envenenamento! Quem retira (poder público) diz que outro órgão autorizou (também poder público), aliás, exigiu a retirada. Mas, procurado, o “solicitante” (Secult) nega que tenha pedido; anuído; exigido ou até mesmo insinuado. Engraçado (ou triste) que todos os serviços públicos não funcionam (com raríssimas exceções ), mas na retirada de árvores são céleres; eficazes; eficientes e efetivos! Alguém consegue explicar isso? A percepção é que, aqui, na capital de Goiás, pode-se tudo. Quando querem, constroem shopping em cima de nascentes, alteram Plano Diretor para agradar construtoras e incorporadoras, sem se preocupar com adensamento, fluxo de veículos e outras “bobagens”. Quando querem, sem cerimônia derrubam árvores e alegam qualquer coisa (não vai dar em nada, mesmo). Quando querem, empurram lixo (chorume) de lá para cá, de cá para lá - sem discutir o problemaa longo prazo (tem que resolver o agora porque o Judiciário tá em cima). Quando querem…destroem a cidade sem nem se condoerem. Em breve, muito breve, veremos rodízio de veículos em Goiânia, por conta de decisões errôneas de quem deveria fiscalizar e discutir a cidade. Lembrando que o trânsito também está inserido no meio ambiente que deveria ser equilibrado (art. 225/CF). Afinal, quem poderia nos socorrer? Prefeitura; vereadores; Ministério Público; Batman; Brad Pitt... Cláudio BrandãoGoiânia-GO ProfessorApesar de todas as frustrações, incertezas e desafios, não me permito desistir da profissão de professor, na qual sigo atuando na formação humana em todos os níveis, há mais de 28 anos. Percebo, sim, um “declínio” no nível cultural, artístico e científico. Contudo, minha convicção permanece inabalável: é por meio da educação que se constrói uma sociedade justa, desenvolvida e humanizada. A colheita dos bons frutos vem a longo prazo, por isso, é urgente entendermos a necessidade de valorização ao professor e à Educação no Brasil. Hélio Pinheiro de AndradeTrindade-GO