Crônicas Cumprimento a jornalista Silvana Bittencourt e toda a editoria desse jornal, pela qualidade com que vêm mantendo a coluna Crônicas e Outras Histórias. Sou leitor assíduo de O POPULAR, há 40 anos! Portanto, já lí milhares dessas crônicas diárias, desde a fase escrita pelo saudoso amigo José Mendonça Teles, Bariani Ortencio, Carmo Bernardes e tantos outros, Nos títulos diários, predominava a história regional, com seus causos, costumes, folclore e tradição, o que auxiliou-me na inserção à vida e à alma goiana. Depois, nesse século 21, verificou-se outra fase, com recortes temáticos sobre a atualidade e suas distopias. Agora, são autores com perfil mais heterogêneo, o que é muito importante para ler o mundo e a vida de um modo plural. Um agradecimento especial ao cronista Ricardo Mituti, pela contribuição literária a Goiás. E as boas-vindas à cronista Lari Mundim, com a qual me identifico na abordagem da ‘chave hermenêutica’ decolonial. Com a sua licença, sugiro-lhe uma pequena correção: o assassinato do indígena Tibira, em 1614, teve a anuência tácita dos frades capuchinhos, não dos jesuítas. Esse acontecimento encontra-se narrado por Frei Yves D’Évreux, na obra “Continuação da História das Coisas Mais Memoráveis Acontecidas no Maranhão nosAnos 1613 e 1614” (uma boa tradução foi publicada nas Edições do Senado Federal, vol. 94). É uma ‘continuação’ porque sucede outra obra escrita por seu confrade Claude d’Abbevile (Ed. do Senado Federal, vol. 105). Ambos acompanharam a expedição francesa que tentou, pela segunda vez, colonizar o Brasil, em 1612, no Maranhão e ali fundar a França Equinocial.