Inquérito das Fake NewsInstaurado de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, o inquérito 4781 teve Alexandre de Moraes escolhido como relator sem sorteio ou distribuição regular entre os pares. Reputado como Inquérito das Fake News, com o escopo de perscrutar ataques e disseminação de notícias falsas, ofensas e ameaças enredando a Corte e seus integrantes, encontrou na figura do então ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, um ferrenho critico que arguiu sua (in)constitucionalidade e o rotulou de “Inquérito do Fim do Mundo” e “uma afronta ao sistema acusatório”, haja vista vícios de origem; a “natureza perpétua”; a amplitude excessiva, com o condão de conduzir ao seu bojo, de última hora e a bel-prazer do relator, fatos e investigados não citados originalmente no inquérito, verdadeiros jabutis jurisdicionais – a analogia evoca os quelônios do Legislativo em todas as esferas da Federação –; falta de objetivos e rumo. Nas mãos do relator o INQ 4781, na visão de parlamentares, juristas e críticos, tornou-se um mecanismo de coerção e intimidação. A tônica é a presunção de culpa, uma escancarada inversão do ônus da prova – reitero: o oposto do princípio constitucional da presunção de inocência. Às favas com o devido processo legal, a hierarquia das instâncias inferiores, a segurança jurídica, o contraditório e a ampla defesa. O próprio trânsito em julgado, em certa medida, mesmo com direitos e recursos internos, restringe a defesa do réu, vez que ocorre em um único grau de jurisdição; há mais celeridade, tudo se inicia e termina no STF, estritamente sob o olhar e direção dessa Suprema Corte! A propósito, o ministro Alexandre de Moraes já sinalizou a seus colegas de toga que, sob sua relatoria, o inquérito vai seguir aberto até 2027, ano em que assumirá a presidência da Corte. Em um Estado Democrático de Direito é assegurado ao cidadão o inalienável direito de criticar seus representantes e instituições, em observância à liberdade de expressão e a livre manifestação de pensamento (Art. 5º, IV, CF 1988). João Bosco Costa Lima JD Salvador - Trindade-GO Confusão na CPI Ao que assistimos na quinta-feira (26) ultrapassou os limites da tolerância e do absurdo. Mais parecia uma rinha de galo ou briga de cães furiosos, em pleno Plenário do Congresso Nacional. O espetáculo, marcado por desrespeito, ultraje, palavrões, socos e empurrões evidenciou a disputa suja e pesada de um jogo de poder no qual as regras esbarram em oportunismo, mentira e blefes, marcado pela falta de escrúpulo, respeito e vergonha. Essa arena de horrores é a população que sustenta. Marta Horta F. de Carvalho Jardim América - Goiânia