Guerra e paz Leio neste jornal que mais de R$ 1 bilhão está sendo gasto com mísseis e blindados pelo nosso Exército para enfrentar ameaças contemporâneas e futuras. E pela paz, o que pode ser gasto, ser feito? Já chegamos ao fim da história, não é mais possível lutarmos pela sobrevivência humana, pela vida do nosso planeta? Uma mobilização pela paz mundial deveria estar ocupando todas as mentes e projetos de artistas, pensadores, dirigentes. Em todos eventos, dos menores aos de repercussão mundial, como este GP que acontecerá em Goiânia nesta semana, poderia haver manifestações em favor da paz, pela vida! Como armas, que sejam as bandeiras brancas, o canto, as artes! Maria Cristina Roriz Borges Setor Marista - Goiânia Supremo No ocaso de 2025, escrevi a este jornal indignado com a posição da imprensa, OAB e de parte da intelectualidade jurídica do país, que passava panos para indefensáveis decisões do STF; decepção era a tônica ao ver um ilustre professor de Direito Constitucional na UFG, a quem admirava, defendendo ilegalidades dos senhores ministros: lapso de memória ou oportunismo ideológico? O fato é que cheguei a ter uma pontinha de dúvida: será que não tinha absorvido sequer os conceitos elementares do Direito? Ver professores e significativa parte da imprensa apoiando absurdos jurídicos, apenas porque os acusados não tinham o mesmo alinhamento ideológico deles, era angustiante. Nada como o tempo e um evento master para mudar quase completamente a visão das pessoas, o que era normal, agora é execrável, ver a imprensa condenando o ativismo político nos tribunais e as ilegalidades antes inexistentes, foi uma grata surpresa, estimulante, mas surpresa mesmo foi ler o artigo do iminente professor Jônathas Silva, na edição deste fim de semana: “O Supremo não pode tudo”. Mas aí eu me pergunto, por que só agora, antes podia?