Combate à misoginia Como alguém em condições intelectuais normais, que possua caráter razoável, pode ser contra um projeto de lei que busca avançar em medidas para mitigar a violência de feminicídio, que tem matado quatro mulheres, todos os dias no Brasil? Como podem ser contra o projeto de lei PL 896/2023? Ou a misoginia não é o primeiro passo para o feminicídio? Nosso Senado federal acabou de aprovar brilhantemente, e por quase unanimidade, o projeto de lei que equipara a misoginia ao racismo, e prevê penas maiores para crimes de ódio contra as mulheres. A proposta altera a legislação e abrange também injúrias e incitação ao ódio contra as mulheres. Tal postura busca fortalecer a proteção penal às mulheres, reforçando, avaliando e complementando normas já existentes, para punir de forma mais clara, ações e discursos de ódio contra as mulheres, e aumentar o combate à violência motivada pela misoginia no Brasil. Mas políticos e eleitores apaixonados, de um certo espectro político ideológico do nosso país, estão tentando derrubar essa medida, alegando que a aprovação deste PL 896/2023 estimula ainda mais a divisão e ódio entre homens e mulheres. Por que será que, verdadeiramente, eles e elas querem derrubar esse projeto, não pensam nas suas mães, filhas, esposas, irmãs, avós, tias, netas e amigas?