Morar no Centro "O centro de Goiânia está deserto?” Esta foi a pergunta chave efetuada pela missivista Joana Borges (Jardim Atlântico) em carta publicada neste espaço democrático. E é com muito respeito que lhe respondo que não. O Centro de nossa capital só não está deserto por conta da resistência de bravos(as) moradores(as), comerciantes e trabalhadores(as) que insistem em mostrar a todos(as) o quão rica, bonita e estrategicamente bem situada é essa nossa histórica região. Porém, convido a senhora missivista para fazer um tour pelas ruas de nosso Centro para constatar o imenso número de pontos comerciais, logradouros públicos, casas e prédios (comerciais e/ou residenciais) fechados com o passar do tempo e aqui elenco, entre outros, três grandes motivos deste “êxodo populacional”. 1) Construção de grandes shopping centers e cadeias de supermercados em pontos estratégicos da capital fora do centro; 2) advento da pandemia de covid-19; 3) o descaso de diversos mandatos públicos (Poderes Executivo e Legislativo) independente de bandeiras ideológicas e partidos políticos. O que temos visto nas últimas décadas são reações e posicionamentos com planos de projetos pontuais e absolutamente frágeis para socorrer as graves precariedades que insistem em depreciar um lugar tão mágico que guarda as mais belas histórias. Portanto, todas as possibilidades de levar novamente vida (e vida em abundância) ao nosso amado Centro de Goiânia serão bem-vindas, inclusive esse programa habitacional da Prefeitura Municipal de Goiânia concedendo subsídios que auxiliem locadores(as) e locatários(as) num saudável movimento de ocupação solidária. Que fique bem claro que o erário público neste projeto utilizado não pode ser pensado como gasto, mas sim como investimento.