Dia do GariDia 16 de maio é o Dia do Gari, um dos profissionais mais importantes para a manutenção da saúde e qualidade de vida dos cidadãos. A data serve para conscientizar a população sobre a importância da limpeza urbana e sobre os hábitos de consumo e descarte: separar corretamente os resíduos em casa, nas empresas, ajuda a gerar renda, deixa de ocupar o aterro sanitário desnecessariamente e contribui para o meio ambiente; e embalar com cuidado os vidros, quebrados ou não, e objetos cortantes é o mínimo que podemos fazer em respeito a esses profissionais para evitar acidentes durante a coleta. São muitas toneladas recolhidas diariamente e, em Goiânia, temos a experiência quando os serviços de limpeza deixam de acontecer. Quando cumprimento um gari, mulher ou homem, eles até se assustam, pois são invisíveis à maioria dos que passam por eles, sem perceber o serviço essencial que prestam. Obrigado, garis.Marco Antônio Sperb LeiteChácaras Samambaia - GoiâniaCésio e AidsLi com interesse neste mês e no mês passado artigos sobre o acidente com o césio 137 que aconteceu em Goiânia em 1987... quase 40 anos atrás. Na época, eu estava recém-chegada no Brasil e ainda com dificuldade em entender algumas expressões do português. Como muitas outras pessoas, fui pouco a pouco percebendo a gravidade do acontecimento. Na recente série “Emergência Radioativa”, na Netflix, e na reportagem “Vítimas do césio 137 sofrem com medo permanente”, no POPULAR de 11 e 12 de abril, de Elisama Ximenes, ficam evidentes o sofrimento e a dor na época, e que continuam até hoje para quem sobreviveu. Eu vejo muita semelhança, mas também muita diferençam na vida de quem vive com HIV/Aids hoje em dia e quem foi vítima do césio 137. Os dois grupos vivem com medo, mas por razões diferentes. Quem vive com HIV tem medo de ser descoberto soropositivo às vezes até pela própria família, pelos vizinhos, pelos amigos. Vivem com o medo do descaso do sistema de saúde no seu município ou no estado. Vivem com o medo dos julgamentos, da condenação e da discriminação. Lidam com depressão e ansiedade. Uma diferença que percebo é que conhecemos os nomes das vítimas do césio 137 e vimos fotos delas. A grande maioria das pessoas que vivem com HIV esconde da publicidade. Enquanto comemoramos neste domingo, dia 17 de maio, mais uma “Candlelight Memorial” (luz da vela) almejamos que a discriminação e o estigma sejam eliminados ou pelo menos reduzidos do nosso meio. Irmã Margaret Hosty Coordenadora do Grupo AAVE (Aids: Apoio, Vida, Esperança) Cidade Jardim - Goiânia