Candidatura do PT A cada dia o PT está mais distante do Partido dos Trabalhadores que ajudei a fundar e dirigir quando, em outubro de 1979, deixei os porões da ditadura militar em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Evidentemente, também não é o partido que contou comigo durante os anos vividos no Estado que me adotou. E onde nasceram minha filha, meu filho, minhas duas netas e meus dois netos. Assim, sinto-me no dever de informar que lutei, em diversos níveis, para que o PT pudesse assumir uma posição de completa independência política e ideológica. Lutei pela formação teórica dos seus filiados, certo de que isso haveria de oferecer-lhes condições para a defesa de táticas e estratégias compatíveis com os objetivos históricos da classe trabalhadora em nosso País. Mas prevaleceu a conciliação: o partido passou a estender a mão a todas as tendências possíveis, contentando-se em se apresentar como uma agremiação democrática, com uma fraseologia e uma prática social-democrática. Entretanto, não abandonei o PT, mesmo com meu posicionamento revolucionário. Hoje, portanto, quero que ele apresente sua candidatura ao governo de Goiás e fortaleça Lula como candidato à reeleição. No Estado, enquanto o partido vacila em relação a algum dos poucos nomes sugeridos, acredito que a deputada federal Adriana Accorsi é o mais consistente nome a ser indicado. Então, faço um apelo: que ela aceite o desafio, entendendo a importância da decisão, com a urgência que o momento requer. Adriana não gasta seu tempo com visitas demagógicas aos diretórios municipais na tentativa de se perpetuar no parlamento e sempre assegurar vantagens pessoais. O povo goiano necessita da sua efetiva contribuição, para ampliar as suas conquistas, sem as mentiras e bazófias usuais do governo anterior. Cláudio Curado avisa que assinaria embaixo do que escrevi aqui.