Socorro ao BRB A notícia de que o Governo do Distrito Federal pode socorrer o BRB, em razão de suas relações comerciais com o Banco Master, representa fato de extrema gravidade institucional e moral, sobretudo porque transfere à coletividade brasileira o pesado ônus decorrente de operações privadas marcadas por manifesta imprudência administrativa. Não se mostra aceitável que a União, direta ou indiretamente, venha a suportar consequências financeiras oriundas de negócios entabulados entre instituições bancárias que, ao que tudo indica, assumiram riscos elevados sem qualquer compromisso com a necessária segurança econômica e social exigida pelo sistema financeiro nacional. Mais grave ainda é constatar que milhares de aposentados e pensionistas, já submetidos a um sistema previdenciário profundamente desigual, encontram-se em situação de manifesto prejuízo, ampliando a sensação de insegurança e desamparo social. Não pode o cidadão brasileiro, especialmente o trabalhador aposentado, ser chamado a pagar pela irresponsabilidade de gestores e operadores financeiros.