Césio-137 O artigo do professor Emiliano Lobo de Godoy (“Césio 137: narrativa simplista”) coloca um ponto relevante numa história que, apesar de recente, corre o risco de omitir a grandeza não apenas de um homem público de rara inteligência e sensibilidade, mas do gestor que arcou em muitos momentos, sozinho, com as decisões referentes ao fato inédito do acidente. Santillo foi aluno destacado da Universidade Federal de Minas Gerais oito anos à minha frente e dava aulas de Física a alunos de cursinho na sua época. Sua aproximação com o tema foi importante para compreensão da montagem do QG e das primeiras estratégias. Fato é que, como governador, não recebeu apoio financeiro do governo federal, contando com a abnegação de espíritos únicos que sintetizo aqui na pessoa do saudoso professor Julio Rozenthal. Hoje, fico surpreso de ver que muitos querem reescrever fatos históricos amplamente documentados, omitindo relevos que foram tão decisivos para a superação da tragédia. Parabéns ao professor Emiliano, que com justeza e clareza, faz os devidos reparos a tais iniciativas.