Estado laico Ao me deparar com a notícia no POPULAR (Evento católico ganha tom de pré-campanha), de imediato me veio à memória que os pré-candidatos, mesmo ainda não tendo sido sufragados pelas convenções partidárias como legalmente habilitados a concorrer a um cargo eletivo, não se cansam de infringir dispositivos legais que deveriam ser os primeiros a defender. Eu me refiro ao dispositivo constitucional que define o Estado brasileiro como laico. A reportagem mostra o atual e pretenso candidato à reeleição a governador de Goiás, Daniel Vilela, aproveitar um evento religioso católico para tentar se fortalecer junto a esse segmento, ao reafirmar seu apoio ao referido evento, o Totus Tuus Mariae Festival. E, pelo que se depreende da reportagem, somente ele e seu antecessor Ronaldo Caiado fizeram uso da palavra, numa demonstração de tentativa de correlacionar o nome de ambos ao segmento católico. E os outros postulantes, não deveriam ter também o direito a se apresentarem e falarem? Nosso país tem assistido, de maneira ostensiva e desrespeitosa a inúmeras manifestações de dirigentes de igrejas, especialmente evangélicas, os pastores, que se aproveitam de cultos e eventos com grande número de participantes para, acintosamente, abençoarem candidatos que apoiam e solicitarem, sem qualquer pudor, o voto de seus adeptos para tais candidatos. A Justiça Eleitoral , tem emitido sinais de que vai coibir tais práticas, embora já seria de se desejar que tais ações proibitivas estivessem em andamento. Pois, se somos um país laico sob o manto de nossa Constituição, o mínimo que se espera é que o viés religioso, qualquer que seja ele, não se sobreponha e nem manche uma prática democrática que deveria respeitar todas as pessoas, independentemente de qual seja sua religião ou crença, como também respeite as pessoas não religiosas: a escolha isenta de nossos dirigentes. Luciano Leão B. da Costa Goianésia - Goiás Fïos no chãoQuem conhece um pouco de história já sabia que o ímpeto de resolvedor de problemas do atual prefeito no início do mandato iria arrefecer. Mas uma das coisas que ele deixou pelo caminho está atrapalhando muito quem caminha por Goiânia, falo dos fios de telefone e internet. Lembro da fila de carro das empresas preparados para tirar os fios que estavam inertes, parece que tiraram dos postes e deixaram no chão, tanto nas calçadas quanto nas vias trazendo risco para motos, ciclistas e pedestres. Marcos de Luca Rothen Setor Bueno - Goiânia