Lago das Rosas O arquiteto Orion Andrade foi um dos auxiliares mais próximos de Nion Albernaz, o engenheiro das flores que criou uma Goiânia compatível com modernidade e qualidade de vida. Em carta ao POPULAR na edição deste dia 10 de junho, trata de forma embasada e muito equilibrada sobre o polêmico propósito de melhoria no Parque do Lago das Rosas a partir do corte de 48 árvores. Com um olhar de usuário comprometido com a sustentabilidade, sem perder o viés crítico do técnico, mostra que é mais relevante salvar uma árvore e recuperar uma nascente do que erguer concretude. Ou, como ensinava Mestre Nion, serviço de qualidade é mais importante que obra. Uma lição difícil de entender para políticos em busca só de aplausos. Rogério Lucas Goiânia-GO Afogamentos Não sou muito fã de rios, prefiro uma piscina aquecida. No início do anos 90 recebi um convite para conhecer o Rio Araguaia, na cidade de Aruanã, e aceitei. Na época trabalhava como professor em um colégio e tinha um colega que além de professor, era árbitro de futebol e capitão do Corpo de Bombeiros de Goiás. Este amigo disse-me: quando for entrar no rio, use sempre colete salva vidas. Sempre ouço os conselhos de pessoas experientes e lá em Aruanã, mesmo na borda do rio Araguaia e com a água na altura do joelho, eu sempre estava com o colete salva vidas. Nos últimos dias chamou a atenção da sociedade goiana a quantidade de pessoas que morreram afogadas. Tem-se a impressão que as pessoas perderam o amor a vida. O simples ato de usar o colete é a diferença entre viver e morrer. Outro fator complicador é a famigerada mistura de bebida, água e direção. Pessoas inconsequentes, após fazerem uso excessivo de álcool, pegam a direção de um veículo, colocando não só sua vida em risco, como a vida de terceiros, como foi o caso do lado Corumba IV, na cidade de Alexânia, onde quatro menores morreram afogados.