Violência contra garis A violência contra garis no Brasil não é uma raridade, longe disso. Recentemente houve um assassinato em Belo Horizonte, onde um gari perdeu a sua vida, em pleno desenvolvimento do seu trabalho, quando um motorista que passava pela rua, simplesmente se irritou com a coleta de lixo, e se viu no direito de tirar a vida de um pai de família. Em Goiânia, dias atrás, no Setor Negrão de Lima, enquanto o lixo e os resíduos eram retirados da porta de um condomínio, assim como em Belo Horizonte, houve falta de paciência e desrespeito por parte de um motorista. O condutor nervosinho desceu do carro, discutiu com a equipe de coletores, agrediu com um tapa um dos trabalhadores, sacou uma arma de fogo e ameaçou todos os trabalhadores. Esses homens e mulheres trabalham de sol a sol e de lua a lua, noite, dia, frio, calor, chuva, estiagem, e de segunda a segunda. Pedimos que a população de Goiânia tenha paciência, calma, equilíbrio, coerência e que trate esses trabalhadores com respeito. Por muito pouco, nós teríamos uma tragédia, ainda bem que os próprios trabalhadores, não reagiram, não foram para um enfrentamento, e tiverem a psicologia e o profissionalismo para conduzir a situação a um fim pacífico.Parabéns à estes pais de família, Goiânia agradece e reconhece seu trabalho. Márcio Manoel Ferreira Jardim Novo Mundo Crimes e JustiçaMarcos Freitas Pereira foi muito feliz em seu artigo Terroristas ou criminos? (O POPULAR, 8/6).Revirando ainda mais o mundo do crime que infelizmente penetra nas mais diversas esferas, me veio à cabeça a possibilidade de traçar um paralelo entre duas situações diferentes, mas que, comparadas, suscitam reflexões.Num caso hipotético, teremos a ação cruel e hedionda de um homem que a sangue frio mata um pai de família para roubar-lhe o carro. Um clássico crime de latrocínio seguido de agravantes e claramente previsto no Código Penal Brasileiro. Do outro lado temos - também hipoteticamente falando - o caso de um empresário (ou mesmo um político) que desvia milhões de reais do erário público, num crime financeiro conhecido como “colarinho branco”.Pois bem! Qual dos crimes seria mais brutal e repugnante? Independente das mais diversas respostas acredito que crimes sempre serão crimes e seus autores devem ser julgados e punidos absolutamente nos rigores da lei. A Justiça precisa mostrar à sociedade brasileira que casos de “dois pesos, duas medidas” são páginas viradas de nossa breve história. Roberto Célio P. Silva Setor Pedro Ludovico