FifaA Fifa é reconhecidamente uma instituição sem dignidade, a história mostra isso, posando de fera perante membros frágeis e humilhando-se para os fortes. Na atual Copa, vários foram os desmandos protagonizados pela Federação, começando com a vistoria vexatória e humilhante de delegações dos países menos poderosos, como nunca visto antes. O preço dos ingressos é um desrespeito ao que se habituou a chamar de esporte do povo, tendo entradas que podem chegar a 50 mil dólares, no mínimo um desatino. Agora, a última desonra, se não surgiram novos absurdos; a pedido de Donald Trump, a Fifa anulou a suspensão de um jogador expulso contra a Bósnia, e que deveria cumprir suspensão automática. Que aquele presidente não respeita o mundo, tampouco seus conterrâneos, é público e notório, mas a Fifa prestar-se a esse disparate, insultando as delegações que ali se reuniram em celebração à união entre os povos, é algo para envergonhar qualquer indivíduo, em todas as partes do mundo, que tenha o mínimo brio.Lenoar Santos Macedo Silvânia-GO Bets Renata de Matos Lacerda, promotora de Justiça e coordenadora de Núcleo de Assessoramento Temático do Consumidor do Ministério Público de Goiás, em artigo publicado no POPULAR, foi de imensa felicidade. Seu texto alcançou tanta clareza e precisão que deve ajudar a fomentar maior discussão pública em todos os espaços possíveis. Os malefícios que estas bets estão provocando a grande parte da população brasileira são imensuráveis. Posso afirmar que há tempos já se tornou um problema de saúde pública, uma verdadeira “pandemia da jogatina”. E isso tudo aos olhos das autoridades públicas que nada fazem, sobretudo os Poderes Executivo e Legislativo. Como se não bastassem os absurdos transtornos na área da saúde, outra área bastante afetada é a da segurança pública, puxada pelos reflexos negativos da saúde financeira de incontáveis pessoas e famílias. Trata-se certamente de uma “gangorra dos horrores”. Cotidianamente temos notícias das mais diversas formas de fatalidades envolvendo pessoas viciadas nesta nefasta fábrica de ilusões. Nem me arrisco a citar casos concretos para não fomentar tais práticas, mas todos, querendo ou não, temos plena noção desse desastre continuado. Será que as autoridades competentes continuarão fazendo vistas grossas a este problema social até que um caos maior aconteça? Melhor agirem rápido, pois este está a caminho.... Roberto Célio P. Silva Setor Pedro Ludovico - Goiânia