Radares Causa indignação a quantidade de radares e a forma como eles vêm sendo instalados pela Prefeitura em Goiânia e pela Goinfra nas rodovias estaduais. A sensação predominante é a de que muitos desses equipamentos deixaram de cumprir sua finalidade principal — preservar vidas — para se transformar em eficientes instrumentos de arrecadação através de multas. Não se questiona a importância da fiscalização eletrônica quando baseada em critérios técnicos, estudos de engenharia de tráfego e estatísticas de acidentes. O que revolta é a sucessão de limites de velocidade — 40, 50, 60 e 80 km/h — alternados em trechos curtos, muitas vezes sem qualquer justificativa técnica visível ou lógica aparente. Nas rodovias federais, em regra, os limites permanecem constantes ao longo dos trechos. Em Goiás, porém, essas mudanças sucessivas confundem o motorista e comprometem a previsibilidade da condução. O resultado é preocupante: em vez de manter a atenção na pista, nas condições do trânsito e nos demais usuários da via, o condutor passa boa parte do trajeto preocupado em localizar radares e conferindo constantemente o velocímetro para evitar multas. Isso vai na contramão da própria lógica da segurança viária, que exige foco permanente na direção. A fiscalização de trânsito deve educar, prevenir acidentes e salvar vidas — jamais ser percebida como mecanismo de aumento de arrecadação. Enquanto persistirem a falta de critérios claros e a multiplicação de radares em pontos escolhidos mais pelo potencial de multar do que pelo risco real, será inevitável o descrédito da população em relação à política de fiscalização. Os motoristas goianos merecem uma política de trânsito pautada pelo compromisso real com a segurança — e não continuar sendo tratados apenas como fonte de arrecadação. Orion Andrade de Carvalho Setor Oeste - Goiânia Varejo Interessado em um livro perguntei o preço ao atendente que me respondeu R$120,00. Logo após consultei, via celular, sítio de vendas que dentre outras coisas, também vende livros: R$ 70,00 entregue em domicílio. O e-commerce é uma realidade inescapável: mais barato e prontíssima entrega. Diante desse quadro bem desigual caberia aos comerciantes rever suas políticas de preços, principalmente. A crítica aos juros poderia ser direcionada aos cartões de crédito, e nenhuma palavra contra este segmento. Reconquistar o espaço perdido, os clientes perdidos, utilizando ferramentas do marketing moderno e uma revisão de preços ao consumidor seria tentativa muito bem-vinda. Ricardo Mello Setor Aeroporto - Goiânia