Discursos sobre segurançaO Brasil vive uma epidemia gravíssima de violência e insegurança, nisso todos concordamos. Entretanto, parece não haver visão política para enfrentamento desse mal já tão antigo e com claro sinal de agravamento. Os últimos governos tiveram políticas inócuas e o problema só se agravou. Parece não haver inteligência institucional suficiente para fazer frente a esse tumor social. Quando analisamos o posicionamento dos candidatos à sucessão, não dá para enxergar perspectivas de sucesso nessa área. Senão, vejamos, quase todos os candidatos anunciam que vão aderir à política carcerária de Bukele, em El Salvador. Sem entrar no mérito da política salvadorenha, deveriam, no mínimo, ater-se a algumas realidades gritantes. A população carcerária brasileira já alcançou quase 20% da população daquele país; se fôssemos ajustar o Brasil à política de Bukele, significaria elevar a população carcerária brasileira para cerca de 35 milhões. Outro raciocínio que parecem fazer questão de não enxergar: o Brasil tem 8,529 milhões de km2, contra pouco mais de 21 mil km2 de El Salvador; ou seja, o Brasil tem território 404 vezes maior que o outro país. A população brasileira, de cerca de 213,5 milhões, contra 6,4 milhões de El Salvador, relação de mais de 33 brasileiros para cada salvadorenho. Esses números deveriam servir de alerta para que não mergulhemos em fantasias para tão grave assunto. Penso que antes de abraçar uma ideia tão distante de nós, é preciso refletir sobre a viabilidade disso. Ademais, o Brasil possui forte aparato institucional e constitucional, muito diferente de El Salvador, que jamais permitiriam as medidas truculentas e que estariam ao arrepio da lei, se aplicadas por aqui. Lenoar Santos Macedo Silvânia-GO TerceirizaçãoDias atrás este jornal publicou notícia de que a Prefeitura iria terceirizar a organização do aniversário de Goiânia, o que levou um cidadão a questionar na Justiça o porquê, já que a prefeitura tem órgãos e funcionários contratados para este fim. Agora temos a notícia de que a prefeitura está terceirizando o cuidado de nossas praças a empresas. Para nós, cidadãos comuns que pagamos nossos impostos, fica uma dúvida: existe competência no poder municipal para gerir os bens da nossa cidade? Se não existe, que o número de servidores seja repensado já que não estão sendo úteis às funções para as quais foram contratados. Rosângela Roriz Rizzo Lousa Setor Bueno - Goiânia