EducaçãoSabemos que a greve é um direito fundamental garantido pela Constituiçāo Federal brasileira, definindo que a paralisaçāo deve ser pacífica e temporária. A categoria merece ser valorizada, defender seus direitos, pois sāo fundamentais para o funcionamento da Educaçāo. Acontece que desde 17 de agosto, centenas de māes que dependem diariamente dos serviços prestados pelas escolas e CMEIs para deixar seus filhos e ir à luta do “ganha pāo”, que na sua maioria é a única renda da família, sāo obrigadas a faltar ao trabalho porque nāo têm com quem deixar seus filhos, sendo que muitas criam seus filhos sozinhas, sem contar com a ajuda dos pais e familiares.Fica a pergunta: será que esses incentivadores da greve e o Sintego pensaram no prejuízo causado com essa paralisaçāo às crianças e às māes? Maria de Fátima Teles de FreitasSetor Bueno - Goiânia Ensino em casaO STF já declarou que é constitucional o ensino domiciliar, mas que sua regulamentação cabe ao Congresso, que ainda não aprovou as leis a respeito. Entretanto, pais que acreditam que seus filhos aprenderão mais fora da rede escolar, se organizaram para lhes dar um ensino de melhor qualidade. Atualmente, na escola pública não existe reprovação, e os alunos passam de ano sem critério seletivo. Assim, alunos chegam na faculdade sem o domínio lógico do português nem o raciocínio matemático. Mas esses pais que preferiram ensinar seus filhos em casa estão sendo perseguidos como criminosos, mesmo quando os testes escolares comprovam o bom desempenho destes alunos, melhores que os da rede escolar. Este é o caso de um casal do município de Jales (SP), que foi condenado em primeira instância a 50 dias de detenção por optar pela educação domiciliar. Segundo a mãe das meninas (de 11 e 15 anos), elas leem cerca de 30 livros por ano, 6 vezes acima da média nacional de 5, 6 livros. As meninas também estudam inglês, matemática, piano e teoria musical. A Justiça, no entanto, considerou o ensino insuficiente, por falta de convivência escolar e temas obrigatórios. A prática já é regulamentada em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Portugal, Austrália e México. Esperamos que esta situação seja regularizada também no Brasil.Maria de Lourdes BarbalhoSetor Oeste - Goiânia