Entrevista de Caiado As entrevistas de candidatos à presidência estão se mostrando assustadoras. A truculência está sendo escancarada pelos candidatos, de forma a legitimar atitudes antidemocráticas e arrogantes. O primeiro, de forma pueril, prometeu trazer a política de Bukele ao Brasil, em demonstração inequívoca de despreparo para enfrentar tão profundo abismo social. Mas meu comentário busca mesmo analisar a participação do nosso conterrâneo, Ronaldo Caiado. Confesso que esperava alguém com melhor visibilidade dos problemas brasileiros, na entrevista desta terça-feira (25). Começa se nomeando ultrademocrata e apresenta como primeira medida anistia a políticos, militares e populares em processo que, além da tentativa de golpe, pretendeu assassinar as maiores autoridades constituídas. Pior, teve a pachorra de citar anistia de JK, como se fosse pacificação, sem ter coragem de dizer que o eterno JK, do povo brasileiro, foi cassado pelos mesmos bandoleiros; e morreu cassado, sendo que ainda hoje se investiga sua possível eliminação. Como um democrata tem coragem de rir-se de perguntas, como sobre salário mínimo e previdência social, fugindo claramente de assuntos que, se melindrosos, são vitais para a sociedade? Provou que pretende agir ao arrepio de propostas e interesses da população, praticamente conduzindo a entrevista e impedindo ser questionado. Infelizmente, senti o bafo de Collor de Mello na sua forma de agir. Collor, em debate, berrou que seu opositor estava propondo mexer na dívida pública, e que lançaria mão do dinheiro do povo. Lembremos que como primeira medida cometeu o maior desatino da história econômica, lesando todo o país. Quando se recusa a tocar em assuntos tão relevantes, na minha opinião, deixa claro que vai atacar exatamente nesses pontos que evitou comentar. De minha parte, como eleitor, ouvi Caiado gritar, para todos que tenham capacidade de ver e ouvir entrelinhas, que vai com tudo para cima de assalariados e aposentados. Lenoar Santos Macedo Silvânia-GO Bolsa arma Parabéns, vereadores de Goiânia, pela imperícia e ridícula aprovação do bolsa arma. A medida não vai resolver o problema de feminicídio e, com certeza, vai aumentar os homicídios. O uso de arma requer preparo técnico, psicológico, maturidade e a situação do ambiente, o que mesmo constando nos autos da medida aprovada não surtirá efeito. Já existem normas vigentes para se obter uma arma indiferente de sexo. O maior problema é o uso político. Medidas foram criadas e legisladas ao longo do tempo, e ainda perduram os altos índices de crimes contra a mulher. Esquecem de uma melhor educação no nosso país. Ricardo Garcez de Souza Setor Goiânia 2 - Goiânia