GameleirasTodos os dias, os jornais publicam notícias sobre derrubadas de quantidades significativas de árvores na cidade. Locais antes bonitos e agradáveis já não mostram a mesma paisagem, como a Av. 136 do Marista, onde foram derrubadas 10 árvores recentemente, além da poda inexplicável e drástica dos bougainvilles que adornavam o local; o entorno do Hospital Dr. Alberto Rassi (antigo HGG), de onde foram extirpadas 13 árvores e que hoje conta com um problema de drenagem, sem falar nas podas mutilantes, que tiram todo o topo das árvores, e que, a rigor, não podem ser chamadas de podas A população não anda satisfeita e estamos necessitando de consciência ambiental. A amma, sob a minha ótica, não vem cumprindo com o papel ambiental preservacionista que a população espera dela. Eu até ousaria dizer que a Amma não ama árvores frondosas e ruas sombreadas. Por último, a notícia da extirpação de quatro gameleiras situadas na Praça Maria Henriqueta Péclat. Não se abre mão de árvores tão antigas e frondosas. É um desrespeito à população. É imperioso perceber que uma cidade não se faz só com prédios altíssimos, e que são necessários locais verdes e agradáveis, onde as pessoas possam usufruir da sombra de árvores, do som dos pássaros, da beleza e da sensação térmica que elas proporcionam, um oásis nesse nosso clima seco e quente. Na reportagem de sábado, 29 de agosto, um comerciante local disse que vários clientes vão ali por causa das árvores. Passo frequentemente pela praça e sempre vejo pessoas sentadas à sua sombra majestosa. O discurso é de segurança das pessoas, de que galhos caem, e árvores também. Não é bem assim. Acidentes acontecem diariamente. Caímos, há batidas de carros, nas ventanias placas voam, marquises e toldos se soltam, até vidros de prédios altos são deslocados. Esse argumento confrontado numericamente não se sustenta. Além do que, basta o cuidado frequente, poda respeitosa e manutenção, para que as árvores sejam preservadas. Temos que superar essa visão equivocada de que não se pode ter árvores frondosas em Goiânia. A prova está em outras cidades, inclusive São Paulo, que têm inúmeras gameleiras entre prédios, clínicas, nas ruas. Por que não podemos ter? Que o bom senso prevaleça e que o tempo das nossas árvores de grande porte, que abrigam pássaros e ninhos, seja respeitado. Camila Nina Erbetta NascimentoGoiânia-GO CorreiosNão é possível o governo, que já não controla as contas públicas, manter uma estatal que somente dá prejuízos para o contribuinte como os Correios. Que vem acumulando prejuízos monumentais, porém, o presidente insiste em injetar mais recursos como os R$ 6 bilhões já previstos no Orçamento anual da União (PLOA) de 2027.Paulo PanossianSão Carlos-SP