Retirada de árvoresEstarrecidos vimos na capa do jornal a foto de um tronco de um tamboril gigante picado, no Jardim América. Mas o que mais me chamou atenção foi a informação que consta ao lado da foto, de que a retirada foi solicitada por um comerciante.Inacreditável, como uma árvore deste porte foi suprimida assim. Árvores deste porte são patrimônio de toda a cidade e de seus cidadãos.O que me intriga é que na mesma edição a Amma expõe que as retiradas são frutos de estudos técnicos criteriosos.Coincidência ou não, a decisão da retirada da gameleiras do Setor Oeste veio precedida de um vídeo do proprietário juntamente com um vereador alardeando os estragos que causavam e seriam retiradas, custasse o que custasse, pois já tinham o aval do órgão competente.Embora as autoridades tentem provar o contrário, as dúvidas ficam. Somente o Ministério Público poderá nos ajudar a esclarecer as dúvidas dos cidadãos preocupados com o futuro das árvores desta cidade. Uma lembrete aos técnicos: nossa cidade está repleta de árvores mortas, no setores Bueno, Nova Suíça, Bela Vista, onde circulo diariamente. Infelizmente permanecem no local. Nestes casos os laudos não são necessários.Rosângela Roriz Rizzo LousaSetor Bueno - Goiânia Crise climáticaOs graves desastres ambientais, como os recentes acontecimentos no Nepal, evidenciam a urgência da crise climática. Mas ainda não são suficientes para a sanha dos humanos em produzir riquezas. É certo que os carros com motor a combustão contribuem com a poluição nas cidades, mas os carros elétricos já estão chegando com todo o seu potencial. Outros fatores ficam por conta das indústrias locais, em cada centro populacional. O que poucos brasileiros sabem que grande parte do oxigênio produzido no planeta vem dos oceanos, e não das florestas. Os oceanos cobrem cerca de 71% da superfície terrestre e são os que mais oferecem o nosso oxigênio – 50 a 80%. O Brasil possui cerca de 7.400 km de litoral, ventos excepcionais e enorme disponibilidade de sol. Essa riqueza precisa também chegar ao consumidor, reduzindo o peso crescente da conta de luz das famílias. Os políticos têm que prestar mais atenção a estas fontes de energias limpas. Proteger oceanos, ampliar o uso das energias solar e eólica e modernizar nossos transportes são questões inseparáveis. Precisamos ampliar nossa malha ferroviária e reduzir a histórica dependência das rodovias. Os candidatos precisam apresentar propostas objetivas para a matriz energética. O futuro do Brasil e do planeta não podem esperar outra campanha eleitoral.João Coelho VítolaBrasília-DF