GameleirasPensativo, passei o dia enternecido com a resposta da Amma à carta da leitora questionando a sentença de morte a determinadas árvores (gameleiras). Fomos agraciados com a informação que existe, sim, um “parecer técnico” sobre as árvores (que jaz escondido dentro de cofres fortemente protegidos no mencionado órgão), como parente incômodo, e só aparece se o cidadão bater à porta; identificar-se, protocolar, esperar e, quem sabe, após deferimento, um dia ler. Transparência a la carte: O cardápio existe, mas o “garçom” só traz se você adivinhar o prato. Se o laudo foi elaborado com “preceitos científicos” por sete analistas, por que não o publicar junto com a nota de resposta? Ou quem sabe, disponibilizar um QR-code pendurado na própria árvore sentenciada. Não é crível que dentre sete analistas técnicos e nenhum deles lembrar de apertar “anexar arquivo”? A ciência anda tímida, bem tímida, em Goiânia. E aí, chegamos à parte mais poética do texto: as árvores estão doentes porque foram “estranguladas” pela falta de área permeável, achacadas por incêndios de três dias e podadas com o rigor de um cabeleireiro vingativo e agora, coitadas, vão ser cortadas por estarem… ops, doentes. É a novela perfeita: primeiro a gente não cuida, depois a gente condena por falta de cuidado. Isso não é laudo fitossanitário, é sentença com trânsito em julgado disfarçada de boletim médico. Nesse ritmo, daqui a uns anos toda gameleira, ipê ou jatobá desta cidade vai ter prontuário mais espesso que os autos do inventário do Império e o desfecho será sempre o mesmo: “lamentamos, mas o paciente não resistiu… à motosserra.” Talvez falte à Amma não mais analistas, mas um plano de tratamento, porque diagnosticar sem tratar é só esperar a árvore piorar o suficiente para justificar o corte que, no fundo, já estava decidido. Fica a sugestão, respeitosamente irônica: que o “acesso ao parecer” vire publicação, e que a “manutenção preventiva” vire prática, antes que a próxima gameleira precise, além de agrônomo/biólogo, de advogado. Cláudio Guimarães Brandão da Silva Goiânia-GO Descarte de lixoSobre a notícia de que Goiânia testa câmeras inteligente para identificar quem joga lixo em lugar proibido, sugiro instalar uma na Rua 18, em pleno Centro. Aqui tem resto de cama, sofá, armário velho, vidro. Um lixão no Centro.Fabiano MarquesCentro - Goiânia