Voto vicário Edival Lourenço, na edição de 30 de agosto de O POPULAR, faz um brilhante alerta sobre o voto substituto ou voto vicário: com raiva de um candidato, vota-se em outro. Edival associou a violência vicária, aquela em que o ódio incontido contra a ex-esposa levou um pai a matar seus dois filhos menores e depois cometer suicídio, vicaricídio acontecido em Goiás, com o ódio a um governante que leva o eleitor a escolher outro muito pior para exercer seu ódio, mesmo que isso vá contra ele a curto prazo. Sem meias palavras, Edival mostra que este ódio adquirido pode apoiar o governante que foi contra a vacina, que tentou desmantelar o SUS, que foi contra o isolamento que deteria a expansão da Covid, entre outros mil absurdos. E agora o filho do “imbrochável” (ou imbroxável?), por ele imposto goela abaixo, está no páreo, mesmo que não tenha propostas, mesmo que tenha entregue medalha para mafioso que estava na cadeia, mesmo que suas palavras e atos indiquem a total subserviência e entrega de nossas riquezas aos Estados Unidos, entre outros perigos para o Brasil. O atual governo pode não ser bom, mas certamente sei que será muito pior com esse senhor amoral e ubíquo, nas palavras de Edival; ou mesmo deixar a direção do País com um senhor que não dá conta de guiar um patinete numa rua sem movimento em uma cidade pequena, nas palavras de Hélio Schwartsman, na Folha de S. Paulo. Pensemos em um candidato para 2030, pois para este ano só temos uma alternativa. Marco Antônio Sperb Leite Chácaras Samambaia - Goiânia A polêmica das árvores É hilária a reação do prefeito Sandro Mabel diante da polêmica das árvores em Goiânia. “Corto ou não corto as gameleiras centenárias?”. “Ficou estressado? Vai pescar”. O que não pode, diante de um impasse, é o prefeito querer transferir para o cidadão uma responsabilidade que é dele, só dele. Afinal, ele foi eleito para quê? Não foi para gerir as questões que dizem respeito à cidade de Goiânia? Pelo que me consta, o prefeito é o chefe do Poder Executivo e tem a função de administrar a cidade, executar políticas públicas e zelar pelos serviços que impactam diretamente a vida dos cidadãos. Para isso, ele pode e deve recorrer aos vereadores, que foram eleitos para servir e defender os interesses do povo, e aos seus imediatos, indicados para o ajudar nas questões municipais, como é o caso das gameleiras. Portanto, prefeito, não tem essa de “estressei, não brinco mais! Toma lá suas bonecas que eu fico com as minhas.” Heloisa Augusta Brito de Mello Setor Marista - Goiânia