Avenidas interrompidasEm Goiânia, não é raro encontrar avenidas largas de pista dupla que simplesmente terminam do nada, interrompidas por matagais, cursos d’água ou ocupações irregulares antes de alcançar a conexão prevista. A falta de continuidade viária pode ser vista na Avenida Frei Nazareno Confaloni (Setor Goiânia 2), na Avenida Macambira (Jardim Leblon), na Avenida Eli Alves Forte (Residencial Forteville), na Avenida Gercina Borges Teixeira (Residencial Santa Efigênia) e na Avenida Porto Dourado (Residencial Porto Dourado). Entre as vias incompletas, a Rua Augusta Maria Soares, no Residencial Acrópole 2, chama atenção: caso fosse prolongada até o Residencial Kátia, a rota abriria um importante canal de integração, beneficiando diretamente dezenas de bairros da região Sudoeste da capital. Isso, sem contar a Avenida Noel Rosa, no Conjunto Vera Cruz, trecho que está previsto para ser a continuação da Avenida Leste - Oeste, até a Avenida Brasil no Jardins do Cerrado. Carlinhos do Esporte Centro - Goiânia Linda crônicaImpossível não dizer sobre a linda crônica “Na minha estante há 23 anos”, de Rogério Borges, (Magazine, 4/9). Fiquei pensando: mera coincidência? Às vezes, as histórias se parecem. Dias atrás procurei pelas minhas estantes, um texto para um senhor de 90 anos, que quando jovem, leu “Jeca Tatu” pelo Almanaque Fontoura e queria muito reler aquelas histórias. Encontrei-o, não o “Jeca Tatu” do “Almanaque”, mas “Ideias de Jeca Tatu”, em que Monteiro Lobato escreve, principalmente, sobre cultura e política do nosso país. Lá estava o livro entre outros do mesmo autor, há 46 anos, o dobro de tempo do livro citado por Rogério Borges. E conforme o cronista, fui alinhavando os fios de memória, como se deu o processo de formação e organização da minha biblioteca. Rememorando, naquela década de 1980, o Círculo do Livro era uma forma de adquirir coleções inteiras de livros de capa dura. Também, adquiri muitos pelos sebos, em congressos, pelos descartes das bibliotecas públicas, e atualmente pelo desmonte, fechamento, das próprias bibliotecas municipais. Cada linha, cada parágrafo da crônica de Rogério remeteu-me às diferentes estantes de livros, também organizadas da minha forma, entre goianos, nacionais e internacionais, entre literários, científicos, artísticos, cada (re)leitura em diferentes épocas, diferentes perspectivas. Leitura que nos leva a compreender, por exemplo, em tempos de eleição, pelas propostas esdrúxulas, a falta de leitura de muitos candidatos. Biblioteca, uma das minhas paixões, meu primeiro emprego, tema da minha tese de doutorado. Parabéns, Rogério! Flomar A. Oliveira Chagas Jataí –GO