Democracia em risco No livro ‘Como as Democracias Morrem’, os autores Stevin Levitsky e Daniel Ziblatt trazem a posição modesta, porém inspiradora, do escritor E.B.White, para quem a democracia “é a fila que se forma sem confusão. É o ‘não’ em não empurre. É a sensação de comunhão na biblioteca, a sensação de vitalidade em toda parte.” O igualitarismo, a civilidade, o sentido de liberdade e o propósito compartilhado constituem, portanto, a essência da democracia segundo o escritor. Entretanto, não é o que estamos vendo hoje no mundo e no cenário brasileiro em particular. Segundo os autores, os indicadores basilares da democracia - aceitação da legitimidade do voto; respeito à Constituição e às instituições; aceitação dos partidos oponentes; dissuasão a atos de violência contra partidos e apoiadores; repúdio (e não premiação) a quem adota medidas repressivas, ultrajantes da liberdade civil; autonomia dos árbitros (assim denominado pelos autores) policiais, agências étnicas e tribunais - estão constantemente sendo violados em países autoritários ou ameaçados de se tornarem tal. No Brasil, especificamente, estamos presenciando o fustigar das nossas instituições como forma de minar a nossa democracia. O Poder Judiciário, a autonomia dos poderes constituídos são, a todo momento, atacados na busca pela blindagem de culpados e de seus aliados. Haja vista a tentava de desmantelar a Polícia Federal. Enfraquecer as instituições é, portanto, o modo mais evidente de destruir a democracia por dentro. Assim, a desconfiança no sistema de urnas eletrônicas, recorrente entre aqueles que querem aviltar a nossa democracia e instituir o regime autoritário que tanto defendem, está no rol dessa destruição. Cabe-nos, portanto, como apregoam os autores, resguardar as grades de proteção da democracia, buscando a racionalidade e a lucidez, capazes de analisar, com rigor, o projeto de Brasil que se avista para além da fumaça, que insiste em obscurecer as nossas retinas e privar nossa capacidade cognitiva. A história não nos deixa enganar porque “ainda estamos aqui”. Vânia Carmem Lima. Jataí-GO Morar no CentroSobre o projeto Morar no Centro, aprovado pela Câmara de Goiânia, observo que o Centro precisa é de comércio, órgãos públicos e lugar para estacionar. Os imóveis residenciais no Centro estão alugados/ocupados, o que está morrendo é o comércioJessica RegesGoiânia-GO