Intolerância Estamos vivendo uma época em que o respeito pelas diferenças não está sendo considerado pelas pessoas nos campos religioso e político/partidário, gerando discussões acaloradas, quando não ocorrem agressões físicas ou mesmo destruição de patrimônio. Cito como exemplos dois fatos noticiados pelo POPULAR. O primeiro foi a declaração de um candidato a presidente da República, um dos mais fortes postulantes, de que iria, se eleito, dedicar nossa nação ao senhor Jesus, numa clara afronta ao caráter laico do Brasil, constante de nossa Constituição Federal em vigor. Esquece-se o mesmo de que convivem no país os mais distintos credos religiosos, desde as igrejas denominadas cristãs, que se contam às centenas de diferentes vertentes, bem como os espíritas, kardecistas, as religiões de origem africana, os ateus, agnósticos, os islamitas, os praticantes de religiões do extremo oriente, enfim, todos são cidadãos. E pagam impostos, embora muitas igrejas não paguem os impostos que deveriam pagar por serem fonte de enorme renda para seus donos. Tal declaração nos remete ao risco de vivermos, caso esse candidato seja eleito, em um estado teocrata, no qual a religião passe a dirigir o governo, por conseguinte, os dirigentes sendo vistos como enviados por um ser superior para tomarem as rédeas da nação, definindo projetos e planos sob seus princípios religiosos, como se a totalidade dos brasileiros fossem da mesma religião. Importante lembrar que o estado laico tem como principal característica a de proporcionar que qualquer pessoa pratique a religião que for de sua preferência, ou mesmo nenhuma. Outra notícia recente: as agressões que pessoas sem o mínimo senso de respeito fazem contra os locais de prática de religiões de raiz africana, além de destratar os que ali estão apenas para praticar de maneira pacífica os rituais inerentes a tais cultos. Esse comportamento agressivo com certeza vai aumentar se passar a ocupar a Presidência do Brasil nos próximos quatro anos, alguém que considera cidadão e cidadã apenas as pessoas que com ele, presidente da República, comungam da mesma religião. Luciano Leão B. da Costa Goianésia-GO Trump apelaDonald Trump demonstra claro desespero diante da queda de popularidade. De olho nas eleições de novembro, ele promete o “dividendo Trump”: US$ 5 mil a cada cidadão americano caso o Partido Republicano conquiste a maioria no Senado e na Câmara. O custo dessa promessa irresponsável ultrapassaria US$ 1 trilhão aos cofres públicos. Trump vem sufocando o próprio povo com o aumento do custo de vida, impulsionado por uma guerra insana contra o Irã e pela taxação abusiva de produtos importados. Paulo PanossianSão Carlos-SP