‘Dark Horse’O jurista Marcelo Uchoa cobrou responsabilidade moral de Flávio Bolsonaro após a investigação sobre o filme ‘Dark Horse’. Nesta sexta-feira (11), afirmou que as suspeitas apuradas pela Polícia Federal envolvendo o senador devem ser consideradas pelo eleitorado na avaliação de sua candidatura. Moral, porém, é justamente o que falta a Flávio Bolsonaro. Sua trajetória política é marcada por contradições e pela incapacidade de assumir responsabilidades. Envolvido em práticas questionáveis, ainda tem a ousadia de se apresentar como aspirante à Presidência da República.O Brasil sofre com a baixa qualidade de seus representantes. Muitos não ingressam na vida pública para servir ao país, mas para se beneficiar do cargo - seja transformando-o em cabide de empregos, seja para atender interesses pessoais e familiares. Nesse contexto, destaca-se a família Bolsonaro, que há anos usufrui das benesses do poder.É constrangedor, por exemplo, ver figuras como Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú, politicamente e culturalmente despreparado, agora candidato a deputado federal por Santa Catarina. Soma-se a isso a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal e de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, reforçando a lógica de poder como herança familiar.O país precisa discutir seriamente a implantação do voto facultativo. O voto obrigatório tem contribuído para a perpetuação de um quadro político sofrível, em que candidatos sem preparo ou compromisso com a sociedade encontram espaço para se eleger. Experiências internacionais mostram que o voto facultativo pode estimular maior consciência política, ao permitir que apenas os cidadãos realmente interessados participem do processo eleitoral.Não tenho lado partidário. Defendo apenas um Brasil decente, com instituições sólidas e sem a corrosiva polarização que ultimamente tem marcado nossa vida pública. O futuro do país depende de uma cidadania ativa e de representantes comprometidos com o bem comum, não com projetos pessoais ou familiares.Júlio César CardosoGoiânia-GO Boca de urna É bem claro que devemos cumprir e respeitar as leis e os regulamentos em vigor, especialmente, nesta época, os que tratam das eleições. Mas, convenhamos, existem mandamentos que, ao analisarmos com acuidade, fica difícil de entender os seus objetivos. Exemplo: proíbem a boca de urna, mas permitem a divulgação de pesquisas até a véspera da votação. Qual dessas ações influencia o maior número de eleitores? Reflitamos! MACILENE R. DE OLIVEIRA Centro - Goiânia