Crise no Supremo“O Judiciário existe para tranquilizar o povo; nós geramos intranquilidade” – ministra Cármen Lúcia, do STF, em momento de autocrítica e inflexão, após acompanhar discussões acaloradas e trocas de farpas entre os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Gilmar Mendes. Rompeu cinco horas de silêncio e fez um duro desabafo sobre o desgaste institucional da Corte, gesto seguido de mea-culpa e um pedido de desculpas à sociedade brasileira. Naquela terça-feira (15), durante a sessão extraordinária, “os destaques” ficaram por conta de exasperados conflitos internos entre seus pares. Às portas das eleições gerais, o tribunal, sob intensa exposição pública, atraiu para si as luzes da ribalta ao assumir o papel de protagonista fora do contexto – uma trágica comédia humana. Triste e desmoralizante papel. O mérito sobre a abertura ou não da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e sua suposta relação antirrepublicana com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sequer foi aventado, muito menos submetido a votação. Dedos em riste, ânimos acirrados e críticas ao rito de condução do presidente do tribunal, Edson Fachin, levaram a um pedido de vista rogado pelo ministro Flávio Dino. O “ponto alto” da degradação da Corte ocorreu no voto da questão de ordem do ministro Alexandre de Moraes, que não se declarou impedido para atuar no seu próprio julgamento. Diante do impasse e das fraturas expostas, o silêncio provisório imposto pelo pedido de vista não resolveu a crise; apenas silenciou os microfones. Ao adiar uma decisão preliminar acerca da conduta de um de seus membros, o Tribunal se recolheu aos bastidores deixando a sociedade órfã e convicta de que, na engrenagem do poder, a autoproteção às vezes precede a justiça. Ao fim de uma das sessões mais turbulentas de sua história recente, o Tribunal que deveria ser o farol da estabilidade democrática optou pelo congelamento do debate ao enfrentamento dos fatos e encerrou os trabalhos mergulhado na penumbra de sua própria conveniência política. E, longe de pacificar os ânimos, o desfecho provisório transferiu a tensão dos gabinetes para as ruas.João Bosco Costa Lima Trindade-GOGameleira em CampinasAvante Ministério Público, que determinou novo laudo após anúncio de corte de gameleira. Obrigado por proteger nosso patrimônio arbóreo e ambiental. Existem inúmeras alternativas técnicas para manter a gameleira. Sejam firmes na defesa de nossas árvores contra a saga dessa gestão que não dá o mínimo valor à arborização urbana.Marcelo BuenoGoiânia-GO