Estado e religiãoUm dos principais aspectos dessa eleição se refere à interferência e envolvimento de diversas igrejas, as evangélicas em primeiro plano, contando com o ostensivo comprometimento de alguns de seus mais importantes líderes, numa enorme campanha de solicitar abertamente o apoio de seus fiéis para a pretensa eleição de candidatos que se identifiquem com os princípios religiosos das referidas igrejas. Trata-se de movimento no mínimo frontalmente contrário ao caráter laico de nosso Estado, que está garantido pela Constituição de 1988 vigente e que a todo momento sofre agressões quando se trata de inserir a questão religiosa no funcionamento e nas políticas públicas do Estado brasileiro, aí se considerando seus três níveis - federal, estadual e municipal.Ao se criar um vínculo legal e espiritual entre Estado e religião, anticonstitucional em nosso país, se propicia o surgimento de uma situação em que o eleito adquire a conotação de enviado por uma instância divina. Por extensão, todos os seus atos, humanos por princípio, passam a ter um viés de divino, ou seja, corremos o risco de ficar sob o jugo de uma teocracia, indesejável sob todos os aspectos. A democracia supõe o respeito às diferentes religiões e opções de vida, não sendo justo e nem mesmo honesto fazer com que os espíritas, kardecistas, muçulmanos, judeus, xintoístas, adeptos e praticantes de cultos de raiz africana, budistas e mesmo aqueles que são ateus ou agnósticos, todos igualmente pagadores de impostos para um mesmo Estado, sejam penalizados e obrigados a se submeter a um governo guiado por uma religião que não praticam. Penso que o mais sensato seja fazer como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que há poucos dias lançou um manifesto aos católicos, lembrando-os da liberdade que têm quanto à escolha de seus futuros representantes, com a observação de que a escolha deva refletir a opção por pessoas de bem, comprometidas com as populações mais carentes e desassistidas, bem como com a inviolabilidade territorial de nossa pátria e o respeito às pessoas que aqui vivem, independentemente de sua escolha de vida religiosa, civil e privada. Luciano Leão B. da CostaGoianésia - GoiásMedicina Foi publicado no Diário Oficial da União, a Portaria 497 de 23 de setembro de 2026, criando curso de medicina da UniEvangelica unidade de Ceres, com 60 vagas. Nesse momento histórico, agradeço ao ex-prefeito de Ceres e atual reitor da UniEvangelica em Anápolis, Carlos Hassel Mendes da Silva. Recebeu ofício da Câmara Municipal de Ceres, nosso requerimento, solicitando a criação do referido curso. Cesar Benito Caldas Ceres-GO