Ciclovias A atual gestão municipal parece estar abandonando o sistema cicloviário de Goiânia. Além de não implantar novas rotas, sequer vemos a manutenção adequada do que já existe. Agora foi a vez da Alameda das Rosas. Após o recapeamento da via, a Prefeitura refez a sinalização destinada aos automóveis, mas “esqueceu” de refazer a sinalização da ciclofaixa que existia no local. E esse não é um caso isolado. Na Avenida T-6 ocorreu algo semelhante. A cada recapeamento, parece que alguma ciclofaixa entra para a lista das estruturas que a prefeitura prefere não enxergar. Árvores e ciclovias parecem sempre ser tratadas como obstáculos, enquanto os carros continuam a ter prioridade e espaço garantido. Não se trata de ser contra os carros. Trata-se de respeitar quem pedala e compreender que uma cidade precisa oferecer segurança, mobilidade e alternativas de transporte para todos. Árvores e ciclovias fazem parte de uma mesma ideia de cidade: mais verde, mais humana, mais saudável e com espaço para as pessoas - não apenas para os automóveis. Não por acaso, a preservação das árvores de Goiânia vem ganhando cada vez mais espaço nas manifestações da sociedade. Enquanto cidades modernas ampliam a infraestrutura destinada às bicicletas, Goiânia parece fazer o caminho inverso: reduzindo ou simplesmente apagando estruturas cicloviárias que já existem. Preservar as árvores e recuperar as ciclovias e ciclofaixas existentes são medidas simples, mas demonstram gestão responsável, respeito pelo cidadão e compromisso com uma Goiânia mais humana e sustentável. Orion Andrade de Carvalho Setor Oeste - Goiânia MuseusMuito boa a reportagem de Clenon Ferreira, “Histórias guardadas”, dando continuidade à da semana anterior sobre os museus públicos, “Entre acervos e apertos”. Excelente a análise de Leonardo Lacerda, presidente do Conselho da Fundação Frei Simão, destacando o protagonismo histórico da cidade de Goiás e mencionando ideias interessantes, como a criação do Museu da Música, a ocupação arquivística do prédio da Real Fazenda, a introdução de narrativas de expografias abrangentes para preencher lacunas do bandeirantismo, da mudança da capital, e dar transparência aos indígenas e aos Kalungas; as parcerias com universidades, Iphan e Ibram; a bem pensada promoção da “esfera associativa” ao patamar das “esferas federal, estadual e municipal”; e o roteiro integrado com bilhete único para desfrutar de toda esta história. Tudo, obviamente, secundado por uma visão sistêmica e uma política real de apoio, fortalecimento, conservação e divulgação pelos órgãos públicos. Oxalá, Leonardo!Px SilveiraSetor Bela Vista - Goiânia