A palavra “pizza” parece assombrar a Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na Comurg. Criada em 14 de março para ser concluída em 120 dias, passados três meses, a CEI tem tido dificuldade para abrir as reuniões por falta de quórum. Isso após as nomeações de parentes e pessoas ligadas aos vereadores que compõem a comissão para cargos no Paço Municipal. Pela segunda vez, foi marcada uma data para apresentar o relatório da investigação, dia 30 de junho; a primeira foi 30 de maio. Mas não é o tempo que pressiona os vereadores, que podem concluir a investigação até 14 de julho e ainda pedir prorrogação, se necessário. A impressão que se tem é que os próprios vereadores querem logo virar essa página, a despeito das graves irregularidades que já vieram à tona durante a investigação: pagamentos antecipados de obras e serviços que não foram concluídos e desvio dos recursos para outros fins; dívidas trabalhistas, tributárias e com fornecedores, além de débitos com INSS, FGTS e Imas que não se sabe precisar o valor; total falta de transparência em relação às despesas com pessoal e recorde de gastos com comissionados; contratos irregulares.