A pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição em Goiás, divulgada na quinta-feira (30), traz dados que instigam uma reflexão para além dos números da corrida eleitoral. Há vários indícios sobre o eleitor e o que ele deseja. O cruzamento deles indica que as intenções de voto nas duas eleições (governador e senador) podem ser de largada e não de chegada. Segundo a Quaest, 37% dos eleitores se declaram independentes (nem lulistas nem bolsonaristas); 21%, progressistas (soma de lulistas e da esquerda não lulista) e 39%, de direita (direita não bolsonarista mais a bolsonarista). Goiás era o Estado mais bolsonarista do país (23%) em pesquisa de agosto. Nesta realizada entre os dias 24 e 28 de abril pontuou 19%. O Paraná (27%) lidera o ranking. Essa retração de 4 pontos é sinal de desidratação da pauta ideológica? É prudente avaliar mais números. O eleitorado de direita segue alto em Goiás (39%). Esse grupo agora é maior no Paraná (47%), mas Goiás é o segundo colocado. Paradoxalmente, está no território goiano a segunda proporção de eleitores que se dizem independentes (37%), atrás só do Rio de Janeiro (38%).